IQ Informa Edição 36 - Novembro / 2006

Alunos do IQ conhecem os processos de produção e de refino do petróleo

Os alunos do curso de Pós-graduação em Gestão e Engenharia de Petróleo e Gás do Instituto de Qualificação (IQ) realizaram uma visita técnica ao maior campo de produção terrestre de petróleo do Brasil, o Canto do Amaro, localizado em Mossoró, e a mini-refinaria de Guamaré, ambos no Rio Grande do Norte. Os profissionais puderam ver de perto os processos de produção e refino do petróleo, integrando teoria e prática.

O grupo saiu do Recife no dia 26 de outubro com destino ao município de Guamaré. No dia 27/10, os profissionais visitaram a refinaria da Petrobrás, que recebe toda a produção de emulsão (petróleo, lama, água, gases e etc) dos campos do Rio Grande do Norte. De acordo com os engenheiros da refinaria, chega até Guamaré 90 mil m3 de emulsão/dia que se transformam em 12 mil m3 de petróleo/dia. Os alunos conheceram todas as salas de controle dos processos de separação do petróleo, equipadas com sistemas computadorizados de última geração. No local, também é produzido, envasado e distribuído o gás de cozinha. 

No dia 28/10, o grupo seguiu para Mossoró, onde está localizado o campo de produção de petróleo Canto do Amaro. No local, os alunos puderam conferir a extração do petróleo do fundo da terra através dos cavalos de pau, o acondicionamento do petróleo e o posterior envio para Guamaré por meio dos oleodutos. Para o engenheiro civil Luiz Gustavo Cajueiro, aluno do curso, a visita foi muito proveitosa. “Achei muito interessante ver a produção de petróleo em campo, o bombeio mecânico, e as linhas de oleoduto de poço a poço”, afirmou.

  Ainda neste dia, os profissionais tiveram a oportunidade de ver uma sonda de petróleo em funcionamento, que estava perfurando um poço terrestre de 1200m. “Esta visita foi fantástica e pertinente, pois tínhamos assistido, na semana anterior, uma aula de perfuração e os alunos puderam ver exatamente na prática como funciona uma perfuração”, contou Benigno Santos, coordenador da Pós-Graduação.

  O grupo visitou também a Base da Petrobrás em Mosssoró e pôde verificar todas as oficinas de manutenção que dão suporte e atendimento técnico aos campos de produção do Rio Grande do Norte e do Ceará.

O engenheiro mecânico Ricardo Guedes, aluno da pós-graduação, que atua na Copergás, avaliou positivamente a visita técnica. “Além de ter visto o conceito na prática, foi muito válida a interação com o grupo, formado por futuros engenheiros de petróleo. Fica a sugestão para visitas a outros campos, como o de Sergipe”, sugeriu.

Para Jorge Souza, engenheiro civil, a visita serviu a dois propósitos: a integração entre teoria e prática e a observação da movimentação da economia do lugar devido aos negócios provocados pelo petróleo. “A empresa que eu trabalho, a Estaf, atende a indústria petroquímica. Aproveitei bastante dos dois lados: a parte acadêmica e os contatos profissionais” avaliou.

A visita foi encerrada em grande estilo, com uma confraternização com jantar e show de Cirano e Cirino.

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